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domingo, 10 de fevereiro de 2002

O "Salvador de Amares", freguesia eclesiástica já no séc. XIII?

De acordo com o que se narra em "Terras portuguesas: arquivo histórico-corográfico ou corografia histórica portuguesa, Volume 1", S. Salvador de Amares já existia como paróquia (ou "freguesia eclesiástica) no séc. XIII...

Por outro lado, no mesmo séc. XIII eram recenseadas (ou reconhecidas) propriedades da Ordem de Malta em S. Salvador de Amares. Sem prejuízo do que através de outras fontes se venha a apurar,  isto não significa que a Ordem de Malta tivesse qualquer relação com Amares: estas propriedades podiam ser provenientes da atribuição à dita ordem de "propriedade reguenga"... 



terça-feira, 11 de janeiro de 2000

General Gomes Freire de Andrade - Sec. XVIII/XIX

História Local

 

Amarense por descendência?...
este militar cujo nome "ainda hoje é venerado como um dos grandes maçons e mártires da Liberdade de todos os tempos, tendo sido numerosas as lojas crismadas com o seu nome e abundantes os iniciados que o escolheram como nome simbólico" e que morreu às mãos do moribundo absolutismo régio e com a absoluta cumplicidade material e moral da "regência" de um Portugal convertido em província do Brasil e onde mandavam estrangeiros, é heroi e mártir das lutas liberais que conduziram à Revolução de 24 de Agosto de 1820 (dois anos após a sua execução no Forte de S. Julião da Barra); é um símbolo do Humanismo e dos valores humanistas que caracterizaram o séc. XIX e que, no seu eixo principal, são os mesmos do 25 de Abril de 74. Numa hermenêutica mais ampla ou abrangente, Gomes Freire de Andrade também é um precursor de Abril, também é um "Capitão de Abril" . 

 A "Revolução Liberal" portuguesa do início do séc. XIX teve dois grandes momentos, uma primeira revolta em 1817, frustrada, supostamente chefiada pelo General Gomes Freire de Andrade e o pronunciamento Militar do Porto a 24 de Agosto de 1820 que resultou vitorioso, levou ao fim do Absolutismo Régio (o  "Velho Regime") e da Sociedade das Ordens e criou as condições para a Primeira Constituição Portuguesa (1822) e para a implantação da Monarquia Parlamentar.

Após a revolta fracassada de 1817, a "Regência" fez Freire de Andrade no Forte de S. Julião da Barra, vindo a executá-lo por enforcamento em outubro de 1817, junto com mais 11 oficiais do exército.

 preparação da execução de Gomes Freire de Andrade

Após as execuções, Lord Beresford, o britânico a quem fora confiado pela Dinastia de Bragança refugiada no Brasil o posto de comandante-em-chefe do Exército português e era o regente de facto do reino de Portugal e que, alegadamente, porque se sentiu desautorizado (alegadamente, havia pretendido suspender a execução da sentença até que fosse confirmada pelo soberano, "tendo-se a Regência melindrando de semelhante insinuação como se sentisse intuito de diminuir-se-lhe a autoridade, imperiosa e arrogante ordena que se proceda à execução imediatamente"), deslocou-se ao Brasil para pedir mais poderes  a D. João VI, que lhe foram concedidos. Mas tendo as execuções de Gomes Freire e dos seus pares intensificado a revolta liberal e a tendência anti-britânica e levado à bem sucedida Revolução do Porto (de 24 de Agosto), quando Beresford regressou do Brasil era já um homem deposto (bem como a "Regencia"), tendo sido impedido de desembarcar em Lisboa e obrigado a ao Brasil...

Gomes Freire de Andrade na visão de Sttau-Monteiro: